por que esta pesquisa
A Casa Hacker nasceu neste território. Nosso movimento surgiu no Campo Grande a partir de uma necessidade concreta e urgente de emancipação tecnológica, e o cenário político de 2018 tornou esse trabalho ainda mais necessário, ao dar visibilidade ao problema da educação midiática e da ausência de habilidades digitais. Pesquisar nosso território é se apropriar desses dados para trabalharmos no caminho certo.
Não é a primeira vez. Em 2024, a pesquisa Bytes de Mudanças, feita com o Instituto Semear, ouviu o Parque Via Norte e a Vila Olímpia com sessões generativas, questionários e entrevistas — todas com participação de educadoras e pesquisadores da nossa cidade. Ela mapeou acessos, habilidades já desenvolvidas e desejadas, medos no uso da internet, interesses e aspirações, e virou a base de evidências das trilhas de aprendizagem do Inclusão Tech.
O que aquela pesquisa demonstrou foi um método: conduzir pesquisa, analisar dados e reconhecer o cotidiano do território direciona a ação melhor do que a intuição. Esta pesquisa continua esse caminho por outra via — em vez de dado produzido em campo, dado público lido com cuidado.
Por que agora: o IBGE liberou os microdados do Censo Demográfico 2022 em 31 de agosto de 2026. Foi a primeira vez que se tornou possível ler o Censo de 2022 no detalhe dos nossos territórios, em vez de apenas nas tabelas prontas do município.
o problema que precisou ser resolvido
Há um obstáculo real entre o dado do IBGE e a pergunta que interessa a quem trabalha num território. O microdado — o registro individual e anônimo de cada domicílio e pessoa entrevistada, que é o que permite cruzar variáveis — não desce ao bairro. Ele para na área de ponderação, um agrupamento de setores desenhado pelo IBGE por critério estatístico, de tamanho mínimo de amostra, e não por fronteira que alguém reconheça no chão.
Na prática: perguntar “qual a renda no Jardim Bassoli?” ao microdado não funciona, porque o Jardim Bassoli não existe nele. Campinas agrava isso: não há recorte de bairro na base do IBGE para o município. A camada de agregados por bairro do Censo 2022 cobre 58 municípios paulistas e Campinas não está entre eles, e o campo de bairro está vazio nos 2.592 setores da cidade. O IBGE não documenta, nos arquivos publicados, o critério de inclusão de municípios nessa camada — esta pesquisa constata a ausência, sem afirmar a sua causa.
Esta pesquisa resolve isso em três movimentos, todos documentados e reproduzíveis:
- Provar que o distrito e as áreas de ponderação coincidem. Cruzando a Composição das Áreas de Ponderação do IBGE com o código de distrito de cada setor, verificou-se que o distrito Campo Grande equivale exatamente às áreas
3509502023,024e025— 256 setores, sem sobra nem falta nos dois sentidos. Isso não era garantido, e é o que permite somar as duas bases do Censo sem erro de fronteira. - Devolver os nomes aos setores. O CNEFE — Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos — registra o nome da localidade de cada endereço visitado pelo Censo, com latitude e longitude. 52.958 endereços caem dentro do Campo Grande; casando cada ponto com o setor que o contém, 254 dos 256 setores ganham nome, formando 43 localidades. A junção é espacial, e não por código, porque o CNEFE usa uma divisão distrital anterior que sequer contém o distrito Campo Grande.
- Combinar as duas bases e cruzar variáveis. O universo — o questionário aplicado a todos os domicílios — tem cobertura total e desce ao setor, mas pergunta pouco. A amostra pergunta muito mais, mas não desce abaixo da área de ponderação. Como as fronteiras coincidem, as duas descrevem o mesmo território: o universo dá o detalhe espacial, a amostra dá renda, ocupação, escolaridade e deficiência. Sobre isso, cruzamentos entre variáveis, cada um testado quanto ao tamanho de amostra antes de virar número.
Uma ressalva importante sobre os bairros. Os 43 nomes deste estudo vêm do cadastro oficial de endereços: são a nomenclatura administrativa — a de loteamento, de correspondência, a que os governos municipais e o cadastro registram. Não é a divisão que a população faz do próprio território. Quem mora aqui reconhece fronteiras, vizinhanças e pertencimentos que nenhum cadastro captura, e que frequentemente não coincidem com o nome que está no envelope. Esta pesquisa usa o recorte administrativo porque é o único que se amarra ao dado do Censo com precisão — e não porque ele seja a leitura verdadeira do território. Para essa leitura existe outro método, que é o de Bytes de Mudanças: ouvir quem mora.
o território, indicador a indicador
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| Bairro | População | Renda mediana do responsável |
|---|---|---|
| CIDADE SATELITE IRIS | 25.730 | R$ 1.784 |
| JARDIM FLORENCE | 7.575 | R$ 1.823 |
| JARDIM LISA | 6.123 | R$ 1.691 |
| JARDIM BASSOLI | 5.945 | R$ 1.318 |
| CONJUNTO HABITACIONAL PARQUE ITAJAI | 5.690 | R$ 1.926 |
| CONJUNTO HABITACIONAL PARQUE DA FLORESTA | 5.536 | R$ 1.588 |
| JARDIM NOVO MARACANA | 5.252 | R$ 1.913 |
| RESIDENCIAL NOVO MUNDO | 4.941 | R$ 2.067 |
| RESIDENCIAL COSMOS | 4.544 | R$ 2.646 |
| PARQUE VALENCA I | 4.170 | R$ 2.156 |
| JARDIM SANTA ROSA | 4.043 | R$ 1.972 |
| CONJUNTO RESIDENCIAL PARQUE SAO BENTO | 3.917 | R$ 1.837 |
| PARQUE VALENCA II | 3.610 | R$ 1.990 |
| RESIDENCIAL SIRIUS | 3.581 | R$ 1.528 |
| JARDIM PAVIOTTI | 3.418 | R$ 2.179 |
| JARDIM SAO JUDAS TADEU | 3.192 | R$ 1.744 |
| JARDIM URUGUAI | 3.141 | R$ 1.784 |
| JARDIM ROSSIN | 2.560 | R$ 1.788 |
| RESIDENCIAL SAO LUIS | 2.036 | R$ 1.325 |
| JARDIM MARACANA | 1.919 | R$ 1.791 |
| JARDIM OURO PRETO | 1.562 | R$ 2.039 |
| JARDIM SANTA CLARA | 1.455 | R$ 2.000 |
| RESIDENCIAL COLINA DAS NASCENTES | 1.354 | R$ 2.304 |
| JARDIM NOVA ESPERANCA | 1.199 | R$ 2.224 |
| PARQUE DA AMIZADE | 1.186 | R$ 1.421 |
| NUCLEO RESIDENCIAL PARQUE DA AMIZADE | 1.120 | R$ 1.402 |
| CAMPINA GRANDE | 1.109 | R$ 1.604 |
| JARDIM SAO SEBASTIAO | 1.093 | R$ 1.600 |
| JARDIM SUL AMERICA | 1.005 | R$ 2.000 |
| JARDIM SANTA RITA DE CASSIA | 982 | R$ 1.255 |
| PARQUE RESIDENCIAL CAMPINA GRANDE | 936 | R$ 1.800 |
| NUCLEO RESIDENCIAL TRES ESTRELAS | 714 | R$ 1.212 |
| NUCLEO RESIDENCIAL MONTE ALTO I | 687 | R$ 1.500 |
| JARDIM FLORENCE 2 | 546 | R$ 1.500 |
| CONDOMINIO MORADA DOS PARQUES | 469 | R$ 3.000 |
| JARDIM MARINGA | 454 | R$ 1.600 |
| CHACARAS CRUZEIRO DO SUL | 369 | R$ 2.000 |
| PRINCESA DO OESTE | 178 | R$ 2.500 |
| JARDIM SANTA ESMERALDA | 78 | R$ 2.600 |
| CHACARAS LUZITANA | 34 | R$ 6.000 |
| CHACARA DE RECREIO SANTA FE | 34 | R$ 2.500 |
| FLORESTA 3 | 8 | — |
| JARDIM SAO CAETANO | 0 | — |
Os setores em cinza ficam fora da escala de cor, e por dois motivos distintos. Doze não têm nenhum morador e outros dois têm menos de cinco — são os que o IBGE classifica como baixo patamar domiciliar: áreas não residenciais que existem na malha para ladrilhar o território sem lacuna, como indústria, parque e faixa institucional. Nos indicadores de renda, cor ou raça e alfabetização, três setores a mais aparecem em cinza porque o IBGE suprime aquele valor específico para não permitir identificar as famílias. Pintar qualquer um deles como valor baixo seria erro de leitura, e por isso eles têm categoria própria.
de onde vêm os nomes de bairro
O IBGE não publica bairro para Campinas: o município não integra a camada de agregados por bairro do Censo 2022, e o campo NM_BAIRRO está vazio nos 2.592 setores. Mas o CNEFE — Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos, o cadastro de endereços do próprio Censo, traz o nome da localidade de cada endereço, com coordenada.
Foram 52.958 endereços dentro do distrito Campo Grande, casados por posição com os 256 setores. Isso nomeia 254 deles e produz 43 localidades. A junção é espacial e não por código porque o CNEFE usa uma divisão distrital anterior — ele nem tem o distrito Campo Grande, criado depois; só 1.886 dos 2.592 setores de Campinas casariam por código.
A atribuição é boa, mas não é oficial: a dominância mediana do nome principal num setor é de 100%, e 17 setores ficam abaixo de 60% — nesses, o setor cavalga duas localidades e o rótulo é o mais frequente, não o único. Os bairros do CNEFE servem para orientar e comparar, não como fronteira jurídica.
a desigualdade dentro do distrito
47 dos 256 setores são favela ou comunidade urbana. Vinte mil pessoas — 16,3% do distrito — vivem em setores que o IBGE classifica como Favela e Comunidade Urbana, contra 12,4% em Campinas. É a principal desigualdade interna do território, e ela some quando se olha só o agregado do distrito.
Este corte só pode ser feito com o universo — a parte do Censo aplicada a todos os domicílios, que desce ao setor censitário. A amostra, que é o questionário longo e traz renda individual, ocupação e escolaridade detalhada, não registra em que setor a pessoa mora: ela para na área de ponderação. Por isso os indicadores abaixo são os do universo, que tem menos variáveis mas sabe onde cada domicílio está.
fonte: universo do Censo — o questionário aplicado a todos os domicílios · médias ponderadas pela população do setor
Setores em favela Demais setores
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| Indicador | Setores em favela | Demais setores |
|---|---|---|
| Renda mediana do responsável | R$ 1.449 | R$ 1.908 |
| População preta ou parda | 65,4% | 56,4% |
| População de 0 a 14 anos | 25,4% | 21,0% |
| População de 60 anos ou mais | 8,2% | 12,8% |
| Alfabetização, 15 anos ou mais | 94,1% | 96,5% |
A renda mediana do responsável é 24% menor nos setores de favela. A alfabetização difere pouco — 94,1% contra 96,5%.
Campo Grande e Campinas
A maior distância não é renda. É escolaridade superior: 8,4% contra 29,8%, uma razão de 3,5 vezes. E ela tem espelho exato no trabalho — profissionais das ciências e intelectuais são 5,3% aqui contra 19,6% no município.
A menor distância é a que mais surpreende: acesso à internet, 90,0% contra 92,0%. A conexão chegou. O que não acompanhou foi a posição na economia do conhecimento.
O que este número mede, e o que ele não mede. O Censo pergunta apenas se existe acesso à internet no domicílio — uma única variável, sim ou não. Não pergunta a qualidade da conexão, o tipo de dispositivo, nem o que as pessoas conseguem fazer com ela. Um domicílio com celular pré-pago e um com fibra e computador contam igual. Os 90% medem porta de entrada, não capacidade de uso, e é bem possível que a diferença real para Campinas esteja exatamente aí — no que o Censo não alcança.
fonte: amostra do Censo · diferença em pontos percentuais entre Campo Grande e Campinas
Acima de Campinas Abaixo de Campinas
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| Indicador | Campo Grande | Campinas | Diferença (p.p.) |
|---|---|---|---|
| Superior completo (25+) | 8,4% | 29,8% | -21,4 |
| Prof. das ciências e intelectuais | 5,3% | 19,6% | -14,3 |
| Domicílios acima de 5 salários mínimos p/c | 0,5% | 12,0% | -11,5 |
| Diretores e gerentes | 2,9% | 7,3% | -4,4 |
| Acesso à internet no domicílio | 90,0% | 92,0% | -2,0 |
| Alfabetização 15+ | 95,9% | 97,7% | -1,8 |
| Taxa de desocupação | 8,5% | 5,2% | +3,3 |
| Ocupações elementares | 22,1% | 13,2% | +8,9 |
| Preta ou parda | 59,0% | 39,3% | +19,7 |
| Domicílios até 1 salário mínimo per capita | 60,4% | 34,7% | +25,7 |
renda e cor ou raça
Em Campinas a diferença racial de renda é grande: a mediana do rendimento domiciliar per capita de quem é branco é R$ 1.925, contra R$ 1.212 entre pretos e R$ 1.160 entre pardos. Dentro do distrito Campo Grande, essa distância quase desaparece — R$ 1.000, R$ 837 e R$ 906.
Não é que a desigualdade racial não exista aqui. É que ela já operou antes, a partir de onde se mora. Um branco do distrito Campo Grande tem metade da renda de um branco de Campinas; um preto do distrito Campo Grande tem 69% da renda de um preto de Campinas. O território comprime todo mundo para baixo, e comprime mais quem seria privilegiado fora dele.
O mesmo aparece no diploma: em Campinas, 38,3% dos brancos de 25 anos ou mais têm superior completo, contra 17,0% dos pretos. Em Campo Grande são 9,2% e 9,5% — praticamente iguais, e iguais no patamar baixo.
fonte: amostra do Censo — o questionário longo · mediana, valores ponderados pelo peso amostral
Campo Grande Campinas
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| Cor ou raça | Campo Grande | Campinas |
|---|---|---|
| Branca | R$ 1.000 | R$ 1.925 |
| Preta | R$ 837 | R$ 1.212 |
| Parda | R$ 906 | R$ 1.160 |
Amarela e indígena somam 291 pessoas em Campo Grande — amostra pequena demais para estimativa confiável, por isso ficam fora do gráfico.
escolaridade e ocupação
Entre os 54.142 ocupados de Campo Grande, o nível de instrução prediz bem a posição. Quem tem superior completo vai para ocupação de alta qualificação em 53,1% dos casos — a estimativa mais sólida do gráfico, apoiada em 115 das 225 observações daquela linha.
E o grupo mais numeroso — 22.878 pessoas com médio completo, 42% de todos os ocupados — tem 51,0% em ocupação de baixa qualificação. É parte do gargalo do território: o ensino médio, sozinho, não move ninguém de posição.
Onde não dá para cravar. A coluna de alta qualificação é rara fora do superior completo: nas linhas “sem instrução”, “fundamental completo” e “médio incompleto” ela se apoia em 1 a 3 observações. Os percentuais marcados com ° no gráfico repousam em menos de 30 casos e servem só para indicar ordem de grandeza — não são estimativa. A leitura confiável está nas colunas de média e baixa qualificação, e na linha do superior completo.
fonte: amostra do Censo · pessoas ocupadas de 14 anos ou mais no Campo Grande
Alta qualificação Média Baixa
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| Nível de instrução | Alta | Média | Baixa | Ocupados (estimativa) | n amostral |
|---|---|---|---|---|---|
| Sem instrução | 2%° | 47% | 50% | 2.172 | 93 |
| Fund. incompleto | 3%° | 42% | 55% | 11.048 | 493 |
| Fund. completo | 1%° | 42% | 58% | 4.419 | 201 |
| Médio incompleto | 2%° | 41% | 57% | 5.688 | 250 |
| Médio completo | 4% | 45% | 51% | 22.878 | 986 |
| Superior incompleto | 10%° | 58% | 32% | 2.530 | 106 |
| Superior completo | 53% | 32% | 15% | 5.407 | 225 |
Alta = diretores, gerentes e profissionais das ciências. Média = técnicos, apoio administrativo, operadores e construção. Baixa = serviços, vendas e ocupações elementares.
uma população jovem
Idade mediana de 32 anos, contra 37 no município. O índice de envelhecimento é menos da metade do municipal: 36 idosos para cada 100 crianças, contra 79. A razão de dependência, porém, é quase igual — a mesma carga, com composição invertida. Aqui ela vem de criança; em Campinas, de idoso.
fonte: amostra do Censo · faixas de 5 anos · valores ponderados pelo peso amostral
Homens Mulheres
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| Faixa etária | Homens | Mulheres |
|---|---|---|
| 90+ | 51 | 175 |
| 85-89 | 173 | 326 |
| 80-84 | 288 | 358 |
| 75-79 | 656 | 820 |
| 70-74 | 1.249 | 1.466 |
| 65-69 | 1.853 | 2.288 |
| 60-64 | 2.380 | 2.986 |
| 55-59 | 2.962 | 3.422 |
| 50-54 | 3.708 | 4.028 |
| 45-49 | 3.945 | 4.487 |
| 40-44 | 4.866 | 5.231 |
| 35-39 | 5.000 | 5.342 |
| 30-34 | 4.940 | 5.248 |
| 25-29 | 5.067 | 5.249 |
| 20-24 | 5.150 | 5.061 |
| 15-19 | 4.628 | 4.502 |
| 10-14 | 4.570 | 4.580 |
| 5-9 | 4.883 | 4.618 |
| 0-4 | 4.321 | 4.166 |
os números
| Indicador | Campo Grande | Campinas | Diferença |
|---|---|---|---|
| Idade mediana (anos) | 32 | 37 | -5 |
| População 0–14 anos | 21,7% | 16,7% | +5,0 |
| População 65+ anos | 7,8% | 13,2% | -5,4 |
| Índice de envelhecimento | 35,8 | 78,9 | -43,2 |
| Alfabetização 15+ | 95,9% | 97,7% | -1,8 |
| Taxa de participação 14+ | 61,5% | 63,9% | -2,4 |
| Taxa de desocupação | 8,5% | 5,2% | +3,3 |
| Renda dom. per capita, mediana | R$ 1.067 | R$ 1.750 | -683 |
| Renda dom. per capita, média | R$ 1.310 | R$ 3.073 | -1.763 |
| Gini do rendimento | 0,405 | 0,538 | -0,134 |
| Domicílios até 1 salário mínimo per capita | 60,4% | 34,7% | +25,7 |
| Domicílios acima de 5 salários mínimos per capita | 0,5% | 12,0% | -11,4 |
| Domicílios com internet | 90,0% | 92,0% | -2,0 |
| Moradores por dormitório | 1,71 | 1,54 | +0,17 |
| Pessoas com deficiência (2+) | 6,7% | 5,7% | +1,0 |
leitura crítica
a distorção de uma cidade da ciência e tecnologia
Campinas é uma das capitais brasileiras da ciência e da tecnologia, e isso não é retórica municipal. A Unicamp fica a 17 quilômetros do centro do Campo Grande. O Sirius, no CNPEM, o maior e mais complexo equipamento científico já construído no país, a 20 quilômetros. O CPQD, a 18. Some-se PUC-Campinas, Embrapa Informática, Instituto Eldorado, o parque tecnológico e centenas de empresas de base tecnológica. O município fechou 2023 com PIB de R$ 92 bilhões.
Dentro do mesmo município, a menos de vinte minutos de carro — e cerca de uma hora de ônibus — dessas instituições:
Não se trata de uma cidade pobre que não conseguiu gerar riqueza. Trata-se de uma cidade que gerou riqueza, conhecimento e infraestrutura científica de padrão internacional — e cuja economia não atravessou dezessete quilômetros. Cento e vinte e cinco mil pessoas vivem ao lado de um dos maiores centros de pesquisa da América Latina e participam dele em proporção quase quatro vezes menor que a média do próprio município.
Essa é a distorção que estes dados expõem, e ela não é um acidente estatístico: aparece em todos os eixos analisados, na mesma direção, com o mesmo tamanho e proporção.
o que os dados validam
Alguns pontos deixam de ser percepção e passam a ser evidência mensurada. Servem para fundamentar política pública, projeto e captação:
- A demanda é por criança e jovem, não por idoso. Índice de envelhecimento de 35,8 contra 79 no município. A razão de dependência é praticamente igual à de Campinas, mas composta ao contrário. Creche, escola em tempo integral, contraturno e formação de jovem têm base demográfica aqui — e a janela está aberta agora.
- Conectividade domiciliar não é o gargalo. 90,0% contra 92,0%. Programa de inclusão digital desenhado para “levar internet” ao Campo Grande estaria resolvendo um problema que já foi resolvido.
- O gargalo é a transição do médio para o superior e para a ocupação qualificada. 22.878 pessoas — 42% de todos os ocupados — pararam no ensino médio completo, e apenas 3,5% delas estão em ocupação de alta qualificação. Quem chegou ao superior completo alcança essa posição em 53,1% dos casos. O diploma funciona; o problema é quantos chegam nele.
- Existe uma desigualdade dentro do distrito que a média esconde. 20.351 pessoas vivem em setores de favela e comunidade urbana, com renda do responsável 24% menor. Política desenhada para “o Campo Grande” sem esse recorte erra o alvo dentro do alvo.
- O território agora pode ser endereçado e medido. 43 localidades nomeadas, 256 setores com indicadores. Um programa pode ser desenhado para o Jardim Bassoli — renda mediana de R$ 1.318 — e não para uma média que mistura ele com o Residencial Cosmos, a R$ 2.646.
o que é discrepante
Três resultados contrariam o senso comum sobre periferia, e merecem ser ditos com todas as letras:
- A infraestrutura chegou e a oportunidade não. É incomum encontrar 90% de acesso domiciliar à internet convivendo com 8,4% de ensino superior. A leitura fácil — “falta acesso” — está errada aqui. O que falta é o que vem depois do acesso. Vale lembrar que o Censo mede só a existência da conexão: afirmar que a conexão chegou é seguro; afirmar que o uso é equivalente ao do resto da cidade seria ir além do dado.
- Não é falta de disposição para o trabalho. A taxa de participação é de 61,5% contra 63,9% no município — praticamente igual. As pessoas trabalham na mesma proporção. O que muda é em quê: ocupações elementares são 22,1% aqui contra 13,2% em Campinas, e trabalhador doméstico é o dobro. A diferença não está no esforço, está na porta que se abre.
- A desigualdade racial de renda quase some dentro do território — e isso é a prova da segregação, não da sua ausência. Em Campinas, a mediana de renda per capita de brancos é R$ 1.925 contra R$ 1.212 de pretos. No Campo Grande, R$ 1.000 contra R$ 837. A distância comprime porque a desigualdade já operou antes, decidindo quem mora onde. Um branco do Campo Grande tem metade da renda de um branco de Campinas. O CEP fez o trabalho que a cor faria.
por que a Casa Hacker faz o que faz
Estes dados explicam, melhor do que qualquer texto institucional, por que a Casa Hacker não parou na educação em tecnologia.
Se o problema fosse acesso, bastaria conectar. Se fosse alfabetização digital básica, bastaria ensinar a usar. Mas o território já está conectado e mesmo assim participa da economia do conhecimento em proporção quase quatro vezes menor que a média da sua própria cidade. Educação em tecnologia, sozinha, não atravessa essa distância — porque a distância não é de habilidade, é de posição.
Isso justifica, mais que qualquer texto bonito, por que a Casa Hacker abraçou a inovação social a partir da formação e do desenvolvimento de lideranças. Uma pessoa formada que sai do território resolve a vida dela e não muda o indicador. Uma liderança formada que fica, articula e transforma muda a estrutura que produz o indicador. A diferença entre 8,4% e 29,8% de ensino superior não se fecha uma pessoa por vez — ela se fecha quando o território ganha capacidade própria de reivindicar, desenhar e executar.
É também por isso que esta pesquisa existe e é pública. Território sem dado é território sem argumento. Quem negocia com poder público, financiador ou universidade chega mais longe com 256 setores medidos do que com a certeza de quem mora ali — mesmo quando a certeza está correta, como quase sempre está.
o que dá para construir a partir daqui
A leitura crítica só serve se abrir caminho. O que estes dados habilitam, a partir de hoje:
- Começar pelo digital, não pela infraestrutura. Com 90% de conexão, dá para desenhar formação que pressupõe acesso — trilha longa, projeto continuado, uso produtivo — em vez de gastar o orçamento em conectividade.
- Mirar a transição do médio. As 22.878 pessoas com ensino médio completo e ocupação de baixa qualificação são o maior público mensurado do território, e o de maior potencial de movimento. É onde uma trilha de qualificação tem o maior retorno por pessoa.
- Participar e ocupar os espaços institucionais. Unicamp e CNPEM estão a menos de vinte quilômetros. A distância é geográfica e, muitas vezes, também institucional. Programa de ponte, estágio, visita, mentoria e pesquisa colaborativa tem, aqui, um dado que justifica a prioridade.
- Análises no nível do bairro. Com 43 localidades e 256 setores medidos, dá para escolher onde começar por critério, e não por conveniência — e para provar depois se funcionou.
- Estabelecer a linha de base. Este é o retrato de 2022. O próximo Censo dirá o que mudou, e a comparação só existirá se o retrato de hoje estiver registrado com método. Esta pesquisa é essa linha de base.
Uma nota sobre o tom. Nada aqui descreve um território carente. Descreve um território jovem, trabalhador, conectado e sistematicamente mantido a distância da economia que sua própria cidade construiu. A carência não é do Campo Grande — é da distribuição. E distribuição é escolha, o que significa que pode ser mudada.
como ler estes números
- Duas bases, um território. O distrito Campo Grande corresponde exatamente às áreas de ponderação
3509502023,024e025— 256 setores, encaixe perfeito nas duas direções. Isso permite somar o universo, que desce ao setor, e a amostra, que traz renda e escolaridade, sem erro de fronteira. - Tudo ponderado. A amostra do Censo não é autoponderada. A validação: a população ponderada dá 125.044, idêntica à do universo; os domicílios ocupados dão 42.481 contra 42.448, diferença de 0,08%.
- O que falta. Erro amostral não foi calculado — estimativas de subgrupos pequenos têm intervalo largo. E a fronteira da APG — Área de Planejamento e Gestão — do Plano Diretor de Campinas ainda não foi conferida contra a do distrito do IBGE: até lá, estes números valem para o distrito.
Bairro não existe para Campinas na base do IBGE. A camada de agregados por bairro cobre 58 municípios paulistas e Campinas não está entre eles; o campo NM_BAIRRO está vazio nos 2.592 setores do município. O critério de inclusão nessa camada não consta dos arquivos publicados, e esta pesquisa não afirma a razão da ausência. Recorte intramunicipal, aqui, só por distrito ou por agregação própria de setores.
glossário
fontes e recortes do Censo
- IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Órgão federal responsável pelo Censo Demográfico.
- Censo Demográfico — A contagem completa da população brasileira, feita a cada dez anos. O de 2022 é o mais recente; o anterior foi de 2010.
- universo — A parte do Censo aplicada a todos os domicílios, com o questionário básico. Cobertura total e desce ao setor censitário, mas pergunta pouco.
- amostra — A parte do Censo aplicada a uma fração dos domicílios, com o questionário longo — renda, ocupação, escolaridade detalhada, deficiência, migração. Muito mais rica, mas não desce abaixo da área de ponderação.
- microdado — O registro individual e anônimo de cada domicílio e pessoa entrevistada. É o que permite cruzar variáveis livremente, em vez de depender das tabelas já prontas.
- setor censitário — A menor unidade de coleta e publicação do Censo: a área que um recenseador percorre, tipicamente 250 a 350 domicílios em zona urbana. Campo Grande tem 256.
- área de ponderação — Agrupamento de setores usado para calcular os pesos da amostra. É a menor geografia que existe no microdado. Campo Grande equivale exatamente a três.
- distrito — Subdivisão administrativa oficial do município, reconhecida pelo IBGE. Campinas tem sete; Campo Grande é um deles.
- CNEFE — Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos. A lista de todos os endereços visitados pelo Censo, com nome de localidade e coordenada. É a fonte dos nomes de bairro desta pesquisa.
- APG — Área de Planejamento e Gestão. Unidade de planejamento do Plano Diretor de Campinas — recorte municipal, que não se confunde com o distrito do IBGE.
- dominância — Nesta pesquisa, o percentual de endereços de um setor que declaram a mesma localidade no cadastro. Dominância de 100% significa que todos os endereços daquele setor dizem o mesmo bairro; abaixo de 60%, o setor cavalga duas localidades e o nome adotado é apenas o mais frequente.
- Favela e Comunidade Urbana — Classificação oficial do IBGE para setores com padrões próprios de urbanização e de provisão de serviços. Em Campo Grande são 47 setores, com 16,3% da população.
- baixo patamar domiciliar — Classificação do IBGE para setores com pouquíssimos ou nenhum domicílio. São os setores em cinza no mapa, fora da escala de cor.
como as contas são feitas
- peso amostral — Quantos moradores reais cada pessoa entrevistada representa. Toda estimativa da amostra precisa ser multiplicada por ele — contar linhas dá número errado.
- ponderar — Aplicar o peso amostral. Uma média ponderada dá a cada resposta a importância proporcional ao número de pessoas que ela representa, em vez de tratar todas as respostas como iguais.
- média ponderada — A média em que cada valor entra com um peso diferente. Nos indicadores por bairro desta pesquisa, o peso é a população do setor: um setor com 1.200 moradores influencia o resultado do bairro dez vezes mais que um com 120.
- mediana — O valor do meio: metade dos casos está abaixo, metade acima. Em renda é mais fiel que a média, que poucos valores muito altos distorcem.
- percentil, P10 e P90 — O valor abaixo do qual está uma dada fração dos casos. P10 é o valor que deixa 10% abaixo — o piso; P90 deixa 90% abaixo — o teto. A razão entre os dois mede o quanto a distribuição é esticada.
- quintil — Um de cinco grupos com a mesma quantidade de casos, formados ordenando os valores. É como as cores do mapa são divididas.
- n amostral — Quantas pessoas foram efetivamente entrevistadas numa célula. Diferente da estimativa: 225 entrevistas podem representar 5.407 pessoas. Abaixo de 30 casos, a porcentagem não é estimativa confiável.
- ponto percentual — A diferença aritmética entre duas porcentagens. De 8,4% para 29,8% são 21,4 pontos percentuais — e, ao mesmo tempo, 3,5 vezes mais. As duas medidas dizem coisas diferentes.
- per capita — Por pessoa. O rendimento domiciliar per capita divide a renda total da casa pelo número de moradores.
- salário mínimo de referência — R$ 1.212,00, valor vigente na data de referência do Censo 2022. Todos os cortes por salário mínimo desta pesquisa usam esse valor.
- falácia ecológica — O erro de concluir algo sobre uma pessoa a partir da média do lugar onde ela mora. Um setor de renda baixa tem moradores de renda alta, e vice-versa.
os indicadores
- rendimento domiciliar per capita — A soma de todos os rendimentos do domicílio dividida pelo número de moradores. É a medida de renda usada nesta pesquisa.
- índice de Gini — Mede concentração de renda, de 0 a 1. Zero seria todos com a mesma renda; 1, uma pessoa com tudo. Campo Grande tem 0,405 e Campinas 0,538 — o distrito é mais homogêneo, e mais pobre.
- índice de envelhecimento — Quantos idosos existem para cada 100 crianças. Campo Grande tem 35,8 e Campinas 78,9.
- razão de dependência — Quantas pessoas fora da idade ativa — menores de 15 e maiores de 64 — existem para cada 100 em idade ativa.
- força de trabalho — As pessoas de 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando trabalho. Quem não procura fica fora, mesmo desempregado.
- taxa de participação — Quanto da população de 14 anos ou mais está na força de trabalho. Mede disposição de trabalhar, não sucesso em conseguir.
- taxa de desocupação — Quantos, dentro da força de trabalho, estão sem trabalho e procurando. É o que se chama popularmente de desemprego.
- posição na ocupação — O vínculo de quem trabalha: empregado do setor privado, conta própria, trabalhador doméstico, empregador, servidor público.
- grandes grupos ocupacionais — Classificação do IBGE que agrupa as ocupações em famílias — de diretores e profissionais das ciências até ocupações elementares.
- nível de instrução — O grau de escolaridade concluído, de sem instrução a superior completo. Nesta pesquisa é medido entre pessoas de 25 anos ou mais, para não contar quem ainda está estudando.
- rendimento do responsável — O rendimento mensal da pessoa responsável pelo domicílio. É a única medida de renda que o universo publica por setor censitário — por isso é ela que aparece no mapa, e não o rendimento domiciliar per capita, que só existe na amostra.
- cor ou raça — As cinco categorias do IBGE — branca, preta, parda, amarela e indígena — declaradas pela própria pessoa, não atribuídas pelo recenseador. Esta pesquisa às vezes soma preta e parda, seguindo a prática usual em estudos de desigualdade racial.
- deficiência — No Censo 2022, considera-se com deficiência quem declara grande dificuldade ou incapacidade em ao menos uma função: enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus, ou deficiência mental ou intelectual. A pergunta se aplica a partir dos 2 anos de idade.
- migração — Nesta pesquisa, ter nascido fora do município onde mora hoje.
- moradores por dormitório — Quantas pessoas dormem, em média, por cômodo usado como dormitório. Mede adensamento: quanto maior, mais gente por quarto.
- densidade demográfica — Habitantes por quilômetro quadrado.
- alfabetização — Saber ler e escrever um bilhete simples, na definição do Censo. Medida entre pessoas de 15 anos ou mais.
ocupação e trabalho
- ocupações elementares — Grande grupo 9 da classificação de ocupações do IBGE. Reúne trabalhos de tarefas simples e rotineiras, com forte exigência física e pouca exigência de qualificação formal: faxina e limpeza, servente e ajudante de obra, entregador, catador, vendedor ambulante, porteiro, auxiliar de cozinha. São 22,1% dos ocupados em Campo Grande, contra 13,2% em Campinas.
- profissionais das ciências e intelectuais — Grande grupo 2. Ocupações que em geral exigem ensino superior: engenharia, medicina, docência, direito, análise de sistemas, pesquisa, arquitetura. São 5,3% em Campo Grande contra 19,5% em Campinas — a maior distância ocupacional entre o distrito e o município.
- diretores e gerentes — Grande grupo 1. Quem dirige uma organização ou chefia uma área. 2,9% em Campo Grande, 7,3% em Campinas.
- conta própria — Quem trabalha por conta própria, sem ter empregados. Inclui tanto o autônomo formalizado, como o MEI, quanto o informal.
- trabalhador doméstico — Quem trabalha em domicílio de terceiros — diarista, empregada doméstica, babá, cuidador. São 6,0% dos ocupados em Campo Grande, o dobro dos 3,0% de Campinas.
- empregador — Quem tem pelo menos um empregado. 1,4% em Campo Grande, 3,4% em Campinas.
os gráficos
- coroplético — Mapa em que a cor de cada área representa o valor de um indicador naquela área.
- gráfico de haltere — Duas bolinhas ligadas por uma barra. Compara dois grupos num mesmo indicador, e o comprimento da barra é a diferença entre eles.
- barras empilhadas normalizadas — Barras em que cada uma vale 100%. Compara a composição interna de cada categoria, não o tamanho delas.
- barras agrupadas — Duas ou mais barras lado a lado dentro de cada categoria. Compara os mesmos grupos repetidamente, categoria por categoria.
- gráfico divergente — Barras que saem de uma linha central para os dois lados. A linha é a referência; o lado indica se está acima ou abaixo dela.
- pirâmide etária — Barras horizontais espelhadas, faixas de idade da mais nova embaixo para a mais velha em cima, um sexo de cada lado. O formato revela se a população é jovem ou está envelhecendo.
ficha técnica
fontes de dados
Todas do IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo Demográfico 2022, exceto onde indicado.
- Microdados da amostra · acesso controlado, Portal de Microdados. Solicitação
CDNH3Z. - Agregados por Setores Censitários · alfabetização, básico, características do domicílio, cor ou raça, demografia, óbitos e parentesco.
- Agregados por Setores Censitários: Rendimento do Responsável
- Malha de Setores Censitários com atributos, São Paulo · geometria dos mapas.
- Composição das Áreas de Ponderação
- CNEFE — Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos, Campinas · origem dos nomes de bairro.
- Dicionário de Variáveis e Layout dos Microdados, acesso controlado.
- PIB dos Municípios, 2023 · tabela 5938 do SIDRA.
referências
GABRIELE, Layne; BARROS, Geraldo; JANSEN, Carolina. Bytes de Mudanças: pesquisa de território em inclusão digital. Campinas: Associação Casa Hacker; Instituto Semear, 2024. Disponível em casahacker.org/publicacoes/bytes-de-mudanca-livro-digital.
As análises, interpretações e conclusões são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam posição oficial do IBGE.
